sábado, 9 de dezembro de 2017

Flâneur

(clique)

A 16 de Dezembro vou flanar pelo Porto com o Hotel do Norte na bagagem e o Carlos Alberto Machado por companhia. Das Ilhas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sábado à quinta

A revista Sábado traz o Hotel do Norte na sua edição de ontem. Um texto de Gonçalo Correia.

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sábado, 7 de outubro de 2017

Negócios

O Hotel do Norte tem uma generosa recensão na edição de ontem do jornal 'Negócios', assinada por Fernando Sobral.

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Também pode ser lida neste link: http://www.jornaldenegocios.pt/weekend/detalhe/em-busca-do-destino

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Muito barulho por nada*

«"Lamentamos que a comunidade académica, geradora de um impacto económico na ordem dos 1,7 milhões de euros por mês nesta cidade, seja recebida e acolhida desta forma", sublinhou o presidente da Associação Académica.»

Segundo noticia o Jornal de Notícias, uma cidade decidiu, aparentemente, por uma vez, deixar de ser refém de chantagens reles como a expressa na citação acima, e as autoridades, judiciais e civis, agiram como lhes competia. Os “lesados”, contra o seu hábito e matriz genética, manifestaram-se com rara dignidade em silêncio. Segunda vitória da cidade.

*Sobre o título do post: Parece que a famosa "integração" dos novos estudantes na "academia" tem de ser feita, entre outras indigências, através de barraquinhas de bebidas e música aos berros madrugada fora. Treslendo Shakespeare, é o que se pode chamar de "muito barulho por nada".

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

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O Hotel do Norte vai debutar na Festa do Livro em Belém no dia 22 de Setembro. Nuno Costa Santos, escritor e guionista, tem a gentileza de o apresentar e Marcelo Rebelo de Sousa empresta o quintal.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Elbphilharmonie x Cineteatro Capitólio

Hamburgo tem uma nova sala de ópera e isso é um dos argumentos que servem a Luís Naves para, num post do Delito de Opinião, ridicularizar o ranking das cidades europeias no domínio da cultura e da criatividade que coloca Lisboa à frente da Cidade Hanseática.
A capital lusa, pelo seu lado, vai reabrir uma das antigas salas do Parque Meyer, consagrando-a a «música*, humor e cinema».
Ninguém estava (infelizmente) à espera que no Parque Meyer se abrisse uma sala de ópera, tanto mais que a exploração do espaço em causa, o Cineteatro Capitólio, foi posta a concurso. Só em sonhos mais delirantes do que os do ranking produzido pela União Europeia um espaço posto a concurso para exploração privada teria como vencedor um projecto dedicado à música clássica. Assim em Portugal como decerto em Hamburgo.
A nova ópera alemã — presumo que Luís Naves se refira à Elbphilharmonie — custou, à boa maneira portuguesa, quatro ou cinco vezes mais do que as primeiras estimativas, sofreu atrasos embaraçosos e a sua exploração, hélas!, não foi entregue a privados. É que, ainda que certamente haja na Alemanha mais amantes de ópera do que em Portugal e a melomania privada tenha ali mais recursos do que na ocidental praia lusitana, a ópera é um prazer caro e não rentável.
Civilizada, culta e rica, a Alemanha não deixa, naturalmente, que considerações sobre os gastos públicos** privem uma cidade de uma nova ópera.
Em Lisboa, contudo, orçamentos municipais mais apertados estimulam outras soluções. Confia-se que empresas privadas consigam dinamizar uma sala de espectáculos da cidade — sem encargos para a Câmara, com proveito para os munícipes e, fazem-se decerto figas, sem prejuízo para o concessionário.
Não se pode censurar a vencedora Sons em Trânsito por propor «música, humor e cinema» para o Capitólio. E nem é justo acusá-la de oportunismo por utilizar como referência a localização e o patrono do espaço (Raul Solnado) para balizar preventivamente o «humor» que o Cineteatro acolherá. Os restantes candidatados não tinham como apresentar proposta essencialmente diferente — e programações culturais mais abrangentes e diversas, que incluam música clássica, dança e teatro, não são privatizáveis. Nem em Lisboa nem em Hamburgo. As cidades que se querem afirmar por esta via “culta” ou têm a sorte de ter no seu território teatros financiados pelo Estado Central ou reservam verbas no orçamento municipal. Não há outro caminho: os apoios de empresas nacionais dão, no máximo, para mais um redundante festival de Verão.


* Sobretudo pop/rock, naturalmente.
** Mesmo que auxiliados por investimento privado na parte comercial do projecto.

Aquilo que Bannon aprendeu com Goebbels

Diz que há um movimento mundial que censura Chico Buarque por uma letra machista. Curiosamente, no meu feed apenas aparecem textos de gente que se indigna com os supostos censores. 
Talvez tenhamos chegado a um grande momento da civilização, em que são mais as pessoas que reagem contra as inanidades do que aquelas que produzem inanidades. Ou então ando a seleccionar demasiado as amizades e as leituras. Ou então a direita tuga anda a aprender com Bannon aquilo que Bannon aprendeu com Goebbels. 
Ou seja, nada de novo: as redes sociais e os media populares continuam iguais a si mesmos, apenas com mais aproveitamento pelos estrategas, oficiais ou oficiosos, de direita.