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sábado, 6 de novembro de 2021

Anjos nada tronchos

Vejo alguns vídeos do novo disco de Caetano Veloso e ocorre-me que há neles uma certa afinidade com vídeos dos dois últimos álbuns de David Bowie, The Next Day e Blackstar. Não me tomem por agoirento ou mórbido, não falo de pressentimentos ou presságios. O que eu vejo, pelo contrário, é dois génios a quem a idade ou a fragilidade não impedem o ímpeto criativo e inovador, não impedem, enfim, a criação de obras geniais. Dois génios que também não temem expor as marcas do tempo ou da fragilidade, no rosto ou na voz ou nos gestos dos videoclips, antes os adicionam ao material com que moldam a obra, como o elemento que ali se ajusta para conseguir uma nova e bela harmonia na soma das partes. Génios que não se limitam a viver o seu tempo e os tempos, mas antes marcam o tempo, com a forma como absorvem e fundem influências e digerem o zeitgeist, sintetizando algo novo e contundente.
Os discos de David Bowie soam noir e a espaços o de Caetano também, mas, sendo brasileiro, ele encontra sempre lugar para o samba, mesmo numa música como “Anjos Tronchos” (nem que seja por dois ou três preciosos e significativos segundos — aos 2´57´´).

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pensando bem

Pensando bem, o meu problema nunca foi a permanente hesitação entre Bowie e Morrissey (para falar de uma delas). O meu problema foi optar sempre por Araújo, esse inconseguimento.

sábado, 12 de abril de 2014

De olho no céu

Na página Humans of New York leio que, de acordo com um mito nativo americano, cães com olhos de cores diferentes podem ver simultaneamente a terra e o céu (no sentido mítico, ou religioso). E isto para mim explica o génio de David Bowie.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Where Are We Now?

David Bowie fez anos e o ponto da situação. Resolveu ser ele a oferecer-nos um presente. Uma bela canção que é também um resumo de vida: melodia elegante e ligeiramente épica a evocar o melhor da sua carreira* e uma franca voz fragilizada notando que sempre é 66 a idade do autor. Mas tratando-se do single de antecipação de um novo álbum, a canção traz consigo também um pouco de futuro.
É aqui que estamos, portanto, e, para onde quer que olhemos, por cima do ombro ou em frente, a vista parece fantástica, desde que iluminada pelo Camaleão. Cheers!

* Lembra Five Years, por exemplo.