terça-feira, 19 de agosto de 2014

Deserção à hora do chá*

«Os escritores ingleses são todos snobs
«Pois eu queria ser um escritor inglês. Nem precisava, aliás, ser escritor. Inglês snob era suficiente. Ou apenas snob. Um snob convicto, sem escrúpulos nem clemência, em vez de português suave com filtro. Da próxima vez que der por mim com rosadas pretensões tugas, faço-me um ultimato britânico, juro. Antes a cor do sangue que o apelo do sangue, if you know what I mean


* Diálogo de uma novela por escrever.

1 comentário:

manuel.m disse...

Ser um escritor inglês snob ? Talvez no molde de Evelyn Waugh, o tal que sempre se recusou a votar por, dizia, não pretender ensinar o Soberano a governar a país e que criticou severamente a Igreja Católica, (tinha-se convertido ao catolicismo), pelas modernices adoptadas pelo Concilio Vaticano II.
Mas primeiro será melhor decidir que tipo de escritor quer ser, pois segundo Martin Amis há dois :
O tipo A, que é um contador de histórias, e o B, aquele que usa a linguagem como um escultor usa o mármore. Aconselho vivamente o segundo porque acho o primeiro demasiado pedestre para os seus fins.
Boa sorte !