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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Favoritos?
Uma lista de blogues não é uma declaração de amor. Há sítios onde vou apenas para cumprir a prescrição diária de irritação.
sábado, 5 de novembro de 2011
Conversas de café
1. Observando a decoração
— O que falta naquele quadro?
— Jeito?
2. Ouvindo a música ambiente
— A música pimba de antes parecia-me melhor do que a de agora.
— Deve ser nostalgia.
3. Olhando a TV
— Olha, um carro da polícia persegue um avião.
— No ar?
— O que falta naquele quadro?
— Jeito?
2. Ouvindo a música ambiente
— A música pimba de antes parecia-me melhor do que a de agora.
— Deve ser nostalgia.
3. Olhando a TV
— Olha, um carro da polícia persegue um avião.
— No ar?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Halloween e o fim dos feriados
Não sabia que festejávamos o Halloween, mas hoje tive de
esperar que atravessasse a passadeira um bando de esqueletos e bruxas, pelo que
a tradição já deve estar instituída.
Talvez isto faça Cavaco rir, com esperança de ver o pândego
português escoucear contra o Governo não
apenas pelo fim do Carnaval.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Ok, epígrafe para uma autobiografia
«Havia os que enceravam os carros e os que não enceravam. Abaixo desse nível, havia os que lavavam os carros e os que não lavavam. Harris pertencia ao último grupo.»
– Philipp Meyer, in Ferrugem Americana
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Bobagem
Depois de alguma imprensa quotidiana, li nos últimos tempos um ou outro livro convertido
ao Acordo Ortográfico e tirei uma conclusão: para lá de mal-amanhado, o Acordo é
sobretudo ridículo. Um tipo lê páginas e páginas e esquece-se que o texto está
na nova grafia. De repente aparece uma palavra “nova” e apetece uma gargalhada.
É isto que vai tornar a língua mais homogénea? Esta ninharia? Experimentem ler
um livro em «brasileiro» e vão perceber que não é bem a grafia o que distingue
as escritas dos dois lados do Atlântico. Salvo harmonizações mais profundas (e
absurdas), o português de Portugal e do Brasil continuarão a ser duas belas e
agradavelmente distintas maneiras de falar e escrever a mesma língua.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O fantasma Gaspar
Há destinos que estão gravados no nome. Não é o caso do nosso ministro das Finanças. Ou é, mas de outra maneira. No futuro, ninguém verá a sua cara em autocolantes colados nos frigoríficos ou em posters de berçários. A alma penada do nosso Ministro das Finanças, menos simpática do que a do seu homónimo, há-de ser invocada quando as mães quiserem obrigar os filhos a comer a hortaliça: «olha que eu chamo o Gaspar!» Isto se no futuro o fantasma permitir que as mães tenham hortaliça para dar aos filhos.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Orçamento de Estado de 2012
E pronto, está decretado oficialmente o ano Maia, o tempo dos cataclismos. Resta saber se, como na última
grande catástrofe do planeta, o resultado é apenas a extinção dos dinossauros
(os políticos que nos governam e os eleitores que os elegem há trinta anos, ou
seja, quase toda a gente menos eu), ou se é a altura de fazer as malas, tirar a
nave da garagem e zarpar para a Europa (o satélite de Júpiter).
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Oh Beyoncé, Beyoncé, (não) quero bailar com você
O telejornal diz que a cantora Beyoncé foi acusada de plágio
pela coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker (fundadora da companhia
Rosas). Um vídeo da cantora parece ser cópia descarada de algumas peças daquela
importante coreógrafa de dança contemporânea, que recorreu à justiça.
Num primeiro momento, achamos que Beyoncé não merecia uma
condenação em tribunal, mas umas palmadinhas nas costas. Difundir dança
contemporânea, quando esta é de boa qualidade, devia ser louvado, não
castigado.
Mas depois o locutor cala-se e a música fica mais alta — é
então que nos pomos a pensar se a cantora será julgada na Bélgica ou nos
Estados Unidos. Torcemos pelos EUA, claro — ali há pena de morte.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Arranja-se sempre espaço para mais uma teoria
Num artigo do TheTelegraph revela-se que já nem a Al Qaeda tem paciência para as afirmações
de Ahmadinejad sobre o 11 de Setembro. Há quem veja nisto um argumento para
calar de vez os partidários da teoria (da conspiração) que diz estar o governo
americano por trás dos ataques de há dez anos. Mas quem assim pense está a subestimar
a imaginação humana. As convenientes
declarações da organização terrorista são é a prova de que, na verdade, os
americanos estão por trás da Al Qaeda.
E também há-de haver uma maneira de provar
que os americanos estão por trás — de Ahmadinejad. A quem mais interessa aquela
retórica de pé de guerra?
Chang Zheng 2F
Na
notícia do Público sobre o lançamento
do laboratório espacial chinês, o foguetão de transporte é designado por «Long
March 2F». No entanto, a mesma notícia é capaz de nos dar a palavra chinesa
para astronautas (yuhangyuans) e de traduzir para português o nome do
laboratório (Tiangong, Palácio Celeste). Talvez a diferença de critérios não
seja despicienda, talvez se esteja a insinuar que o foguetão tem tecnologia
americana, o mesmo não se passando com a estação orbital e os astronautas,
ambos de fabrico cem por cento chinês.
2014: Pesadelo em Elm Street 2
A
Longa Marcha foi um preâmbulo à China comunista. Decorreu entre 1934 e 1935.
Quinze anos depois Mão Zedong estava no poder. Os foguetões Longa Marcha 2
começaram a ser lançados pela China em 1999.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A época sadomasoquista
Começaram as praxes académicas. A época sadomasoquista. O tirocínio dos pequenos fascistas que traz de bónus o sequestro da sociedade civil. Masoch é figura tutelar da sociedade, mais do que dos caloiros. Estes apenas têm de esperar um ano para ocuparem posições nas fileiras opressoras — a comunidade nunca troca de papel, tem a função passiva ano após ano, está sempre de quatro.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Madeira, o 195.º estado
Se as eleições forem vencidas por Alberto João, nas circunstâncias actuais e com discursos como este, não resta outra coisa a fazer se não conceder à Madeira a sua desejada e merecida independência. Não seria uma secessão dramática. Na ilha e no continente, as pessoas limitar-se-iam a alinhar-se nas respectivas costas e a acenar os lenços sem grande emoção, como quando parte num navio um familiar distante.
O voto dos madeirenses não poderá deixar de ser entendido como uma adesão clara do povo ao pensamento do soberano e, por coerência, à ideia independentista, mesmo que a velha raposa fanfarrona não use o termo “independência” (todos sabemos porquê). Os restantes portugueses bocejarão ou mudarão de canal quando um dia a RTP transmitir a transferência de poder. Nem o Conselho de Segurança da ONU se oporá.
O voto dos madeirenses não poderá deixar de ser entendido como uma adesão clara do povo ao pensamento do soberano e, por coerência, à ideia independentista, mesmo que a velha raposa fanfarrona não use o termo “independência” (todos sabemos porquê). Os restantes portugueses bocejarão ou mudarão de canal quando um dia a RTP transmitir a transferência de poder. Nem o Conselho de Segurança da ONU se oporá.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Estamos condenados a perscrutar os céus
Nuns dias aguardamos o milagre, o deus ex machina que há-de solucionar o drama que vivemos. Noutros, procuramos não ser atingidos por uma das 26 peças do satélite UARS que vão sobreviver à sua queda descontrolada. Com isto, tiram-nos o último direito — o de, humilhados e envergonhados, podermos atravessar a rua de cabeça baixa.
Tudo sob controlo
A NASA tinha duas possibilidades: planear a queda do seu
satélite em lugar inóspito ou monitorizar diariamente os céus (com a mão em
pala sobre os olhos) e gritar em tempo útil «cuidado com a cabeça». De um lado
estava a fria tecnologia de ponta e o insosso rigor matemático; do outro, a
adrenalina.
— Quando vai cair?
— Sexta-feira, mais dia, menos dia.
— Onde?
— Abaixo da Dinamarca e acima da Antárctida.*
Ou a NASA tem andado a contratar nos excedentes da função
pública portuguesa ou o império americano está mesmo no fim dos seus dias.
Deixar cair satélites à toa não era uma prerrogativa russa? Houston, we really have a problem.
* Este diálogo não é ficção,
vem nos jornais.
Negócio de ocasião
A probabilidade de ganhar o euromilhões é de 1 em 116.531.800; a de alguém ser atingido por um pedaço de
satélite é de 1 em 3.200 — e você acha o capacete caro?
Esconjuro comunista
Se para acabar com o comunismo foi preciso uma perestroika,
para a democracia capitalista uma troika há-de bastar.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Força bruta
O concurso referido acima foi vencido por um tal Adérito
Santos (35 anos, 139 quilos). Mas isso só aconteceu porque Alberto João Jardim
não participou. O madeirense (68 anos e umas boas arrobas) é na verdade o homem
mais forte de Portugal. Não vira pneus nem arrasta camiões, mas até à data
vergou 18 (a caminhar para 19) governos da República e parece que se prepara
para arrastar 92 mil quilómetros quadrados de território para um buraco ainda
mais fundo. Sem um arranhão e mantendo um belo sorriso nas ventas.
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