segunda-feira, 7 de abril de 2014

O papel do jornalista tem dias

Nos posts anteriores defendi o papel do jornalista no caso Rodrigues dos Santos versus Sócrates. Muita gente o tem feito, alguns com particular ferocidade, incluindo o próprio José Rodrigues dos Santos. Contudo, não vi muita gente defender o papel do jornalista também nos casos das partenaires inânimes de Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes. Que de resto são comentadores há mais tempo.
É isto que me irrita ou entedia (depende das horas) na vida política portuguesa, este clubismo sem coluna e hipócrita, incapaz de esconder o longo rabo que deixa de fora. Onde têm estado os defensores do papel activo do jornalista nos longos anos que Marcelo leva de missa dominical? Onde estão quando é Marques Mendes a perorar sem particular contraditório?
Uma intervenção útil em defesa do jornalismo era terem aproveitado este episódio para reivindicar verdadeiros jornalistas também nos programas de Marcelo & Mendes — em vez de uma defesa de JRS que não consegue disfarçar um imbecil ódio a Sócrates e é na verdade uma defesa acéfala do Governo.

2 comentários:

Luis Eme disse...

e o MRS e LMM querem jornalistas a sério? claro que não. perdia a graça.

lusitana tragedia disse...

Ó meu caro Rui, sem desmerecer (raio de palavra esta) da sua opinião, a ideia que me dá é de que os dois flautistas de Hamelin (MRS e LMM), mais não permitem do que a atitude decorativa do pivot.
Assim, sendo que nenhum deles se mostra apto a tocar o instrumento dominado pelo Sócrates-comentador, não vejo que ali pudesse haver espaço para a gula protagonista do JRS ou para aquilo que habitualmente faz. Aquilo a que é frequente ouvir chamar jornalismo.