quinta-feira, 28 de junho de 2012

Perdemos, e foi bom

Uma coisa é a emoção de torcer até ao fim pela selecção, outra é querer mesmo que ela ganhe. Para uma quantidade demasiado ruidosa e abastecida de combustível de pessoas, uma vitória é uma licença para tomar o espaço público e impedir por longas horas qualquer movimento ou forma de vida ou de expressão para lá do ritual futebolístico.
Nesse sentido, o jogo de hoje, com prolongamento e penalties, permitiu o melhor de dois mundos: emoção redobrada e expandida — e um resto de noite aberto a outras possibilidades.
O campeonato perfeito seria aquele em que Portugal estivesse presente em todas as fases, da qualificação à final, e não ganhasse nenhuma delas. Sou pela emoção do jogo, não pela da vitória.

1 comentário:

Um Jeito Manso disse...

Essa tem graça. Mas bom, bom mesmo, era Portugal estar em todas, ganhar, e toda a gente ter antes feito a promessa que, se isso acontecesse, não iam a seguir para a rua andar de carro atrás uns dos outros, a apitar. Nem a buzina do carro. Muito menos vuvuzelas.